quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Li e Gostei......Os “chumbos” da Dra. Isabel Alçada


Texto escrito por Emidio Guerreiro e publicado na edição de 4 de Agosto de 2010 do Diário de Coimbra


A natureza humana surpreende-nos a toda a hora. Vá-se lá saber porquê, quando o país começava a ir de férias (nem que isso seja ficar em casa), a Senhora Dra. Isabel Alçada, Ministra da Educação de Portugal, anunciou que ia acabar com os “chumbos” nas escolas. Porquê? Porque os referidos “chumbos” não contribuem para o sucesso escolar e também porque Portugal deve seguir o modelo Finlandês! E assim, e quando nada o faria supor, o governo voltou a enviar sinais errados a toda a comunidade. Claro que os sindicatos e os pais (e aqui leia-se CONFAP) logo se manifestaram de acordo. Mais sinais errados…
Os “chumbos” são consequências, isto é, são resultados originados pelo facto de os alunos não terem tido aproveitamento escolar, de não saberem a matéria necessária para transitar de ano. É importante não esquecer isto! Diria mais, é mesmo muito importante perceber isto!
Ora, não se modificam as consequências agindo sobre elas. É preciso intervir sobre as causas. É preciso intervir sobre as estratégias que conduzem aos resultados. É por isso que um Governante não pode dizer que vai acabar com os “chumbos”. Tem de afirmar um caminho diferente para chegar a resultados melhores! Tem de dizer que a nossa taxa de insucesso é muito elevada, tem de saber a razão dessa taxa, tem de definir uma estratégia de intervenção ajustada e concretizá-la, esperando atingir resultados melhores!
Mas nada disto se tem feito. Os programas curriculares estão em revisão desde 2005, mas apenas em gabinetes. As distribuições das cargas horárias pelas diferentes áreas de saberes, criticadas por todos, mantêm-se inalteradas! As regras dos poucos exames que se fazem mudam quase todos os anos, o que impede a comparabilidade dos resultados! A palavra de ordem é: facilite-se que temos de melhorar as estatísticas!
Não é assim que ganhamos a batalha da qualificação nem do sucesso escolar. A vida não é fácil e a Escola deve preparar as crianças e os jovens adequadamente. Valores como o do trabalho, empenho, assiduidade, qualidade e exigência devem ser realidades quotidianas na escola. A bem de todos! A bem do nosso futuro colectivo!
Esta deveria ser a grande preocupação do Governo. E não é…, infelizmente não é…
Mas e o que fazer aos jovens com mais dificuldades de aprendizagem? Apostar forte em medidas de apoio, estratégias de recuperação e de integração. Mas, e pergunta o leitor, não foi isso que a Ministra disse? E eu respondo, disse, mas não o faz! A redução dos apoios para as necessidades educativas especiais, a aplicação cega da famigerada tabela CIF, retiraram os apoios a crianças com certo tipo de necessidades, como sejam as dislexias, perturbando e piorando o seu desempenho escolar!
E foi este o Governo (tal como o anterior) que, com o apoio do CDS/PP, “chumbou” a criação de equipas multidisciplinares nas escolas para apoiar os alunos e os seus pais. Ou seja, esta Ministra, com aquele sorriso simpático, diz umas coisas mas faz o seu contrário…
Termino com uma curta referência à “parolice” da referência ao modelo Finlandês. Na Finlândia os “chumbos” são quase inexistentes, não porque um Governo assim o decretou, mas porque gerações de governos trabalharam no mesmo sentido, onde os programas são claros, onde se apreende que não se pode faltar, que é preciso estudar para apreender e que nada se obtém sem trabalho!
Ah, e as escolas Finlandesas não têm mais de 500 alunos nem as turmas mais de 20 alunos. Enfim, pequenos detalhes para uma Ministra que optou por investir milhões em aumentar a capacidade das escolas secundárias para 1500 a 2000 alunos e fechou as pequenas escolas pelo interior do país…
Pequenos detalhes para o Governo, pois o que interessava mesmo era animar a “Silly Season” com o fim dos “chumbos” …

sexta-feira, 30 de julho de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Incêndios Florestais no Distrito de Aveiro


Cerca de 300 Bombeiros combatem os Incêndios Florestais em Aveiro, apoiados por 74 viaturas e 2 meios aéreos



quinta-feira, 22 de julho de 2010

Publicação da Proposta Final do Plano de Pormenor para a Área Envolvente (Sul) à Zona Industrial de Vila Verde



Poderá verificar aqui a publicação em Diário da República da Proposta Final do Plano de Pormenor para a Área Envolvente (Sul) à Zona Industrial de Vila Verde

sexta-feira, 9 de julho de 2010

I WORKSHOP - Território, SIG e Defesa da Floresta

Integrado nas acções a desenvolver no âmbito da FIACOBA
Câmara Municipal de Oliveira do Bairro

A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro vai organizar workshop no próximo dia 17 de Julho intitulado de “Território, SIG e Defesa da Floresta”, no âmbito da Feira Industrial, Agrícola e Comercial da Bairrada – FIACOBA, direccionado para os munícipes em geral, técnicos, gabinetes projectistas, empresas, associações, entre outros.
Pretende-se com esta iniciativa promover e divulgar o conhecimento de matérias que têm influência no quotidiano de cada um, nomeadamente no que concerne às normas urbanísticas, ordenamento do território, plataformas de informação geográfica, defesa da floresta contra incêndios, bem como a perspectiva desta problemática na óptica das entidades competentes.

Mais informações aqui

quinta-feira, 1 de julho de 2010

GENE PSD - Revisão do Programa do PSD



O PSD lançou segunda-feira, 28 de Junho, o processo de revisão do Programa do Partido. Esta iniciativa contou com a presença do Dr. Pedro Passos Coelho, do militante n.º 1, Dr. Francisco Pinto Balsemão, e do responsável pela revisão do Programa, Dr. José Pedro Aguiar-Branco, entre outros.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Intervenção na Assembleia Municipal de 25/06/2010


Nesta Assembleia, tive a oportunidade de apresentar a minha opinião pessoal, relativamente à interacção que deverá existir entre a Assembleia Municipal e os Oliveirenses. Nesta minha intervenção dou especial enfoque aos Jovens e à Iniciativa Fórum 2010 de Bustos (Comemoração do Centenário da República Portuguesa)

Sr. Presidente da Assembleia Municipal
Srs Secretários
Executivo Camarário
Caros Colegas de Assembleia
Técnicos Camarários
Público
Comunicação Social
A todos muito Boa noite


Sr. Presidente.
Gostaria nesta Assembleia de lhe prestar a minha homenagem, pela forma dinâmica e empreendedora como Vª Exa. dirigiu e programou as últimas Comemorações do 25 de Abril de 74.
Ao longo de vários anos tudo se mantinha inalterado, Vª Exa. teve a lucidez e capacidade de alterar essa sessão solene.
Esta Sessão teve algumas curiosidades que ouso de novo partilhar aqui convosco.
As interpretações que superiormente a Banda da Mamarrosa executou. A falha no som ao ouvir reprodução do comunicado do MFA, fez-me puxar pela memória e recordar tudo o que tinha aprendido na escola e em documentos históricos.
Até as intervenções de cada uma das bancadas que pareciam previamente combinadas. Acabei por me aperceber que não o foram.
Sra. Prof.ª Rosalina deixe-me que lhe agradeça por mais esta lição de vida com que nos granjeou. As suas palavras fizeram-me prender a um passado que não vivi, levando muitos dos que estavam aqui presentes às lágrimas. Sim é verdade a forma como partilhou a sua juventude de então, emocionou alguns dos presentes.
O Deputado André Chambel dissertou sobre o papel preponderante que as Forças Armadas tiveram na conquista da democracia, transportando-nos até aos dias de hoje e demonstrando que esta Instituição continua a ser e passo a citar “um pilar essencial da reserva moral da nação” fim de citação
Pela Voz do Deputado Nuno Barata, a Bancada do PSD, falou do impacto que a democracia teve e está a ter em todos aqueles que ficaram apelidados como a Geração dos Filhos de Abril, alertando-nos que um dos legados do 25 de Abril é e passo a citar “a responsabilidade de sermos nós a decidir… a certeza de que somos nós, para o bem e para o mal os culpados…pelo presente e pelo futuro.” Fim de citação

Sr. Presidente da Assembleia

Deixe-me que na sua pessoa, lhe agradeça por estas três intervenções que para mim significaram muito e me ajudaram a crescer ainda mais o sentido de responsabilidade que cai sobre mim quando assumi estas funções.


Sr. Presidente
Permita-me ainda que lhe apresente um projecto que defendo para este órgão há algum tempo.
A Cultura Política em Portugal, está hoje diferente daquilo que se viu nos anos seguintes a 74/75.
Esta constatação foi parte integrante da intervenção numa das últimas comemorações do 25 de Abril por Sua Exa. o Presidente da República Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva.
O papel preponderante da Juventude na sociedade foi o foco essencial da sua mensagem e passo a citar “A política, nos nossos dias, é inconcebível sem o contributo das novas gerações.” e disse mais no final da sua intervenção “Daqueles que nasceram e cresceram em democracia, só podemos esperar o melhor. Agora, tudo depende de vós e do vosso inconformismo. Em nome de Portugal, não se resignem!” fim de citação.

Senhor Presidente
Executivo Municipal
Senhoras e Senhores Deputados,

É por tudo isto que aqui estou hoje, e não posso deixar de aproveitar esta oportunidade para lançar um desafio.

• Aproximemo-nos das populações
• Saibamos trazer de novo os Oliveirenses à participação dos desígnios da nossa comunidade.
• Promova-se um Parlamento Jovem em parceria com as escolas concelhias, onde os jovens possam debater os problemas da sua geração e quem sabe se não obterão resultados, que nenhum de nós até hoje conseguiu obter.
• Com a colaboração do IEC aproveite-se a oportunidade da promoção da cidadania e dos valores que lhe deverão estar associados
• À semelhança do que já foi feito nas reuniões de Câmara, leve-se junto das nossas Freguesias o órgão que é mais representativo deste concelho.

Com este tipo de actividades julgo que esta Assembleia Municipal poderá ir ao encontro daquelas que são as ambições dos Oliveirenses.
No ano em que se comemora o Centenário da República Portuguesa, a sociedade civil Oliveirense já deu o seu primeiro passo, falo do Fórum 2010 em Bustos, onde se evocará o 5 de Outubro de 1910, constituindo um tributo aos republicanos de Bustos e do Concelho de Oliveira do Bairro.

Estará esta casa disponível para se associar a este género de iniciativas?

Saiba Vª Exa. Sr. Presidente, que poderá contar comigo.

Disse,

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Assembleia Municipal - 25-06-10

Amanhã temos Assembleia Municipal, onde o tema principal será a Delegação de competências para as Juntas de Freguesia do Município.

ORDEM DE TRABALHOS


Tomada de Posse - Conselho Municipal de Segurança;

1- INÍCIO DOS TRABALHOS

2- EXPEDIENTE

3- INTERVENÇÃO ABERTA AO PÚBLICO

4- PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA

5- ORDEM DO DIA

5.1- Apreciação da informação do Sr. Presidente da Câmara acerca da Actividade Municipal;

5.2- Apreciação e deliberação sobre a proposta de Delegação de Competências da Câmara Municipal nas Juntas de Freguesia;

5.3- Designação de um representante do Municipio para Integrar o Conselho da Comunidade do ACES Baixo Vouga I (Agrupamentos de Centros de Saúde do Serviço Nacional de Saúde) nos termos da alinea b) do nº 1 do artº 31º do Decreto-Lei nº 28/2008 de 22 de Fevereiro, na actual redacção.


Local: Salão Nobre da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro
Hora: 19h30

Vá lá apareça

quarta-feira, 16 de junho de 2010

FIACOBA 2010


Ora aí está o programa da Fiacoba 2010.
Um projecto arrojado que certamente atrairá muitos visitantes.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

ATENÇÃO IPSS'S - Prémio Manuel António da Mota





No Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, a TSF e a Mota-Engil lançam o prémio Manuel António da Mota para distinguir a Instituição Particular de Solidariedade Social que mais se destaca no exercício da sua actividade.

Brevemente poderá inscrever a sua IPSS e saber mais informações sobre este Prémio em

TSF

Mota-Engil

Boa Sorte a todos.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Festa da Criança - 5 e 6 de Junho No Espaço Inovação



Passada que está a comemoração do dia da criança a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, como tem vindo a ser hábito, proporciona um fim-de-semana de pura diversão a todas as crianças que queiram passar por este espaço.
Certamente que será uma oportunidade a não deixar passar.

Mais informações em http://www.cm-olb.pt

terça-feira, 25 de maio de 2010

Rancho Foclórico da Palhaça Grava DVD
















No Sábado passado deparei-me com alta produção naquilo que julgo ser um registo das danças e cantares do Rancho Folclórico S. Pedro da Palhaça.
Um desses registos foi feito junto à Igreja Matriz da Paróquia da Palhaça.
Se não estiver enganado este DVD irá fazer as delicias dos emigrantes e não só. A ver vamos.
Entretanto, não posso deixar de dar os parabéns à Direcção do rancho por mais esta Boa iniciativa.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Serviços Online chegam a http://www.cm-olb.pt



Se calhar já chegaram há muito tempo. Eu pessoalmente só dei conta disso hoje e por isso partilho aqui mais esta informação.

"Nesta secção é disponibilizado atendimento autárquico on-line.

Poderá consultar informação de carácter público como procedimentos gerais, descarregar formulários ou consultar as tarifas de água praticadas pela autarquia.

A autenticação nos serviços permite-lhe ainda aceder a um conjunto de operações tais como a consulta de informação relativa a processos pessoais ou submeter formulários aos serviços por via electrónica."
in: http://www.cm-olb.pt/wsautarquiav23/login.aspx?ReturnUrl=%2fwsautarquiav23%2fdefault.aspx

terça-feira, 18 de maio de 2010

Acção de Sensibilização: Defesa da Floresta contra Incêndios



A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, à semelhança de anos anteriores irá promover acções de sensibilização junto das freguesias, relativamente aos procedimentos de defesa da floresta contra os incêndios.
As iniciativas terão lugar nos próximos dias:

25 DE MAIO . 21h . Junta de Freguesia de Oliveira do Bairro
26 DE MAIO . 21h . Junta de Freguesia de Bustos
27 DE MAIO . 21h . Junta de Freguesia da Palhaça
28 DE MAIO . 21h . Junta de Freguesia de Oiã

OS TEMAS ABORDADOS SERÃO OS SEGUINTES:
A não gestão de combustíveis numa faixa de 50m em redor da edificação;
A não gestão de copas das árvores a uma distância inferior a 5 m da edificação;
A realização de queimas de sobrantes das actividades agrícolas ou florestais;
A realização de queimadas;
A realização de fogueiras para confecção de alimentos ou lazer;
A circulação de tractores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintores, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés;
Não fumar dentro dos espaços florestais.

PARTICIPE! NÃO FALTE.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Políticos de Palmo e Meio - Bom exemplo em Oliveira de Azemeis

Os 22 alunos do 4º ano de escolaridade de cinco escolas de Oliveira de Azeméis que participaram esta manhã na assembleia municipal «Políticos de Palmo e Meio» vão visitar a Assembleia da República na companhia de Hermínio Loureiro, presidente da autarquia.
Mais info aqui.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Novos Regulamentos do Municipio de OBR em discussão

Regulamento n.º 421/2010
Município de Oliveira do Bairro
Publicação do Projecto de Regulamento da Toponímia e Números de Polícia

Regulamento n.º 422/2010
Município de Oliveira do Bairro
Publicação do Projecto de Alteração ao Regulamento para o Exercício de Diversas Actividades Sujeitas a Licenciamento Municipal

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Li e Gostei...... O plano B de Sócrates


Devo começar por dizer que estou agradavelmente surpreendido com a acção governativa de Passos Coelho. Faz hoje, 5 de Maio de 2010, precisamente uma semana que Passos Coelho é o primeiro-ministro de Portugal, e já se vê obra feita. A antecipação de medidas do PEC e ter posto o ministro das Finanças a reavaliar as grandes obras públicas teve logo o efeito de animar os “mercados”. A Bolsa de Lisboa recuperou para terreno positivo. Depois do índice PSICO-20, a praça lisboeta voltou ao habitual PSI-20. Tudo isto teve origem na já célebre reunião de S. Bento à qual Passos Coelho chegou de urgência, numa ambulância do INEM, com um desfibrilhador nas mãos. Muitos comentadores chamaram a essa reunião entre o Cavaco do PS e o Sócrates do PSD um pré-bloco central. Nada disso! O que aconteceu foi algo de surpreendente e inédito na política mundial: o primeiro-ministro de um governo sombra passa a governar o país, passando o primeiro-ministro em exercício para a sombra. A pose de Estado com que Passos Coelho, através de todas as televisões, se dirigiu aos sindicatos a apelar à paz social só pode ser conseguida por alguém que sabe que já manda nisto. A prova é que o PCP passou a ter como alvo principal, não Sócrates, mas sim o PSD, defendendo o TGV. Não sei se este era o tal plano B que Passos Coelho tinha, mas o que ficou evidente é que Sócrates também tinha um plano para o país, segundo as agências de rating, um plano B–. Depois do “Porreiro, pá!” e do “Manso é a tua tia, pá!”, chegou o terceiro pá de Sócrates: “Já fui, pá!”

por José de Pina, Publicado em 05 de Maio de 2010
in: http://www.ionline.pt/conteudo/58402-o-plano-b-socrates

ANTIGOS ALUNOS DO COLÉGIO (IPSB), REÚNEM-SE NO FACEBOOK



Desde o final da semana passada tenho assistido e participado num grupo criado por Carlos Maia através do facebook de seu nome Antigos Alunos do IPSB.
Com pouco tempo de vida já tem (neste momento) quase 500 aderentes e nele podem todos sem excepção partilhar as suas experiências passadas neste estabelecimento de ensino.
Este grupo, já mereceu honras de divulgação através de um artigo publicado pelo Prof. Telmo Domingues no site oficial do IPSB ver aqui

Eu particularmente tive a oportunidade de rever velhos amigos, de ficar a saber que está previsto um encontro no próximo dia 16 Maio a partir das 13h no HardBar com comes e bebes (informação não Oficial).
Achei brilhante esta forma que o Carlos Maia encontrou para reunir todos aqueles que fazem parte da família do Colégio. Este projecto tem tudo para evoluir.
Mas não se pense que apenas se encontram aqui antigos alunos, também aqueles que foram nossos professores também por lá andam e sempre disponíveis para dois dedos de conversa, nem que não seja através do Chat.
Se é antigo aluno do IPSB faça uma visita e apareça por lá, inscreva-se.
Grupo de Antigos Alunos do IPSB

sexta-feira, 23 de abril de 2010

25 de Abril - Olhares


Neste que vai ser o último post antes das comemorações do 36º aniversário do 25 de Abril de 1974, pedi a 2 amigos meus para partilharem comigo a sua visão sobre o 25 Abril.
Tratam-se de 2 apontamentos de pessoas com idades diferentes dos concelhos de Anadia e Águeda que tem perspectivas de análise deste assunto diferentes, posso até dizer, com toda a certeza, que o seu posicionamento político não é o mesmo, mas no fim as conclusões são as mesmas.
A mim e perante estas partilhas, resta-me dar o meu modesto contributo, criando aqui um espaço onde os olhares de 3 pessoas de concelhos diferentes nas casas dos 50, 40 e 30 anos se dignaram de apresentar os seus olhares sobre o 25 de Abril.






José Manuel Ferreira Nunes Ribeiro
Residente no Município de Anadia
Nascido a 18 de Abril de 1969



O dia 25 de Abril de 1974 trata-se de uma data maior da nossa História, que assinala uma conquista fundamental para a nossa vida colectiva.
Neste sentido, comemorar a Revolução dos Cravos deve ser, na minha óptica, uma oportunidade para reflectir serenamente sobre as nossas instituições democráticas e sobre o nosso país, perspectivando o futuro e reforçando as expectativas em relação àquilo que queremos para nós, para a nossa terra, para a nossa região, para Portugal.
Já o disse várias vezes, mas a cada dia que passa, mais me convenço que Portugal tem um grave problema de qualidade de democracia. Mais do que nunca, é necessário aproximar governantes e governados, descentralizar, revigorar o poder local, dar confiança às instituições, e devolver prestígio à política e aos políticos.
Não podemos ignorar os graves problemas com que o nosso país se defronta. A justiça não funciona, o sistema de saúde degrada-se, a pobreza, o desemprego e a exclusão social crescem, e existem situações de vida dolorosas para um número crescente de Portugueses.
A Revolução semeou grandes esperanças, mas a verdade é que, actualmente, os portugueses estão decepcionados e sentem muitas frustrações.
O 25 de Abril valeu a pena, mas muitos dos ideais e princípios da Revolução ainda estão por cumprir.



Sérgio Manuel Ferreira da Cruz
Residente no Município de Águeda
Nascido a 24 de Maio 1955



No dia 25 de Abril de 1974, com 19 anos, estava a estudar no Porto. Nesse dia só fui à aula das dez, não sei se por horário se por gazeta. Quando cheguei ao Instituto, na Rua de Entreparedes, havia qualquer coisa de diferente no burburinho: Há um golpe de Estado, as rádios só dão música clássica e parece que já houve um comunicado. Os jornais da manhã não traziam nada sobre o assunto.
Há aulas, não há aulas, o professor vem, não vem. Bem, não sei se houve algumas aulas, eu e alguns fomos para a rua tentar perceber alguma coisa do que se passava.
Com cuidado, tentando ser discretos, a falar baixo, quase tateando o empedrado, dava-se atenção a todos os movimentos. Aparentemente estava tudo normal mas percebia-se que andavam todos ao mesmo. Pequenos grupos, os mesmos cuidados e desconfianças. Os que passavam tentavam perceber as conversas, discretamente primeiro mas, depois, lá se iam chegando, atrevendo-se mesmo a algumas perguntas. Era tudo muito incerto. E lá chegou o meio-dia e foi-se almoçar.
À tarde a polícia começou a desaparecer, mais gente nas ruas, lentamente primeiro mas, depois, com a saída dos empregos, as ruas ficaram cheias. Parecia que ninguém queria regressar a casa, os temores da manhã estavam a desaparecer.
Ao anoitecer sai uma edição especial do Jornal de Notícias. A informação era pouca: a capa e as duas primeiras páginas. Lá vinha o primeiro e o segundo comunicados do Movimento das Forças Armadas – este nome havia de perdurar vários anos e gerar tantos ódios e paixões.
Pouco mais trazia, o resto era a edição da manhã. Penso que nem sequer uma foto relativa aos acontecimentos. Mas o simples facto de ter saído uma edição especial de um jornal, só para “confirmar” que havia um golpe de estado em marcha, era qualquer coisa de inusitado, estranho.
Eu nunca tinha visto uma edição especial de um jornal (e não me lembro de ter voltado a ver)!
E as pessoas sentiram-no, ganharam confiança, perderam os temores. Os passos e as palavras ganharam firmeza. Era cada vez mais e mais gente nas ruas, de um lado para o outro. Queriam “assistir”!
A polícia desapareceu, não sem antes alguns serem atacados e despojados de alguns “adereços”, que se viam aqui e ali, agitados como troféus – casacos, cacetetes, bonés. Dizia-se que também algumas armas. Mas isso eu não vi.
O temor, como que por magia, transformara-se em alegria. E euforia. Não me lembro de ter jantado, como a maioria. A fome era coisa secundária, esquecida, outras “necessidades” tinham-na ofuscado.
Pela meia-noite chegaram os primeiros soldados aos Aliados, vinham de Lamego. E aí veio o júbilo.
Lá pelas três da manhã – coisa rara, ao tempo – abandonámos a “festa” e regressámos a casa.
Pelo caminho, apesar daquele aperto no peito e do maxilar que teimava em tremer, talvez pelo frio da noite, sentíamo-nos mais fortes, confiantes. Mas era uma sensação estranha, como se não coubéssemos no nosso corpo! Tantas incertezas!
Mas já havia uma certeza: o “nosso mundo” nunca mais seria o mesmo.
E não foi fácil adormecer, naquela noite, os ruídos na rua eram diferentes!







Luís Sérgio da Silva Pelicano
Residente no Município de Oliveira do Bairro
Nascido a 20 de Junho de 1975


Para mim o 25 Abril, são imagens, são filmes, são comemorações.
Nasci em 75 e daí não conhecer na pele outro regime senão a Democracia.
Do anterior, só conheço os relatos de opressão, de pobreza, repressão e MEDO.
Nasci no Verão quente de 1975, altura do PREC.
São tudo relatos e histórias que vou conhecendo sobre o 25 de Abril.
Hoje vejo, que muita gente se queixa como estamos, como vivemos, como somos educados.
Não quero de forma alguma que pensem que me resignei a esta situação de estagnação, mas daí a ouvir como às vezes ouço “O Salazar faz cá tanta falta”. Isso não.
Uma das memórias que me foi contada pelo meu pai e que para mim espelha as dificuldades desses tempos, vou hoje partilha-la convosco.
O meu pai com os seus 6/7 anos, foi a casa de um Srs. ricos com o meu Bisavô. Viviam-se momentos difíceis e nessa casa comiam-se nesse momento uns bolos.
O meu Pai olhava para eles com um ar guloso de quem se calhar, digo eu, nunca havia comido tal coisa. A Dona de casa ao se aperceber deste cenário perguntou-lhe:
“Queres bolinhos Luizinho? Ao que ele prontamente sem hesitar respondeu, “Não Sra.” abanando a cabeça de braço estendido e mão aberta.
Ele querer queria, mas a educação era para não pedir nada.
Hoje os meus filhos, por vezes, nem dizem bom dia ou boa tarde aos avós, as primeiras palavras são “Quero uma bolacha?”
Antes do 25 Abril também era assim, muita gente queria de mão estendida mas abanado a cabeça a liberdade, hoje a liberdade não é saboreada é simplesmente liberdade.
Compreendo quando se diz que a qualidade da democracia é insatisfatória.
Mas não será que tudo isto acontece porque os Políticos, as Instituições, os Organismos e todos nós, nos esquecemos de saborear a Liberdade?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A DESCOLONIZAÇÃO PORTUGUESA: visão de Pedro Pezarat Correia


Na publicação Portugal 20 anos de democracia , do Círculo de Leitores, e sob a coordenação de António Reis, Pedro Pezarat Correia (Oficial general do Exército na situação de reserva) apresenta um artigo de referência sobre a descolonização (sobretudo em África). Esse artigo faz-se acompanhar por uma importante cronologia que divulgaremos posteriormente.
Do artigo em questão consideramos em post a sua introdução e conclusão.
A síntese sobre o seu conteúdo é a seguinte:

"O processo de descolonização das colónias portuguesas desenvolveu-se ao longo de cinco fases sequênciais e interdependentes: tomada de consciência; luta de libertação; transferência do Poder; independência; consolidação da identidade nacional. Portugal enquanto potência colonial, só participou como parte da descolonização na fase de transferência do Poder. Nas duas anteriores, contrariou-as, nas duas últimas assume-se como cooperante. O quadro geral da actuação portuguesa na fase da transferência do Poder: condicionamentos; objectivos; estratégia. A violência como factor determinante em todas as fases: repressão, na tomada de consciência; guerra colonial, na da luta de libertação; guerras civis e intervenções estrangeiras, nas da transferência do Poder e independência. Obstáculos à consolidação da identidade nacional. O caso especial das colónias do Extremo Oriente, que não passaram por este faseamento".(p. 40. Sublinhado nosso).

Referência bibliográfica:

CORREIA, Pedro Pezarat- "A descolonização". In: REIS, António (coord.)- Portugal 20 anos de democracia. Lisboa: Círculo de Leitores, 1994, p. 40-73.

O CICLO DESCOLONIZADOR

Portugal acordou tarde para o fenómeno da descolonização. E acordou sobressaltado.
A ditadura salazarista então vigente, impondo aos Portugueses o silêncio e o alheamento sobre o que se passava no mundo e fosse desfavorável á lógica do regime, impediu-os de se aperceberem e prepararem para uma etapa que, inelutavelmente, teriam de percorrer.
Foi só com o início da guerra em Angola, em 1961, que os Portugueses, na sua generalidade, despertaram para o problema, mas sem que logo tivessem alcançado a sua verdadeira dimensão política. Sete anos antes, o problema dos satyagrahas em Goa, Damião e Diu e a anexação pela República da Índia dos enclaves de Dadrá e Nagar Aveli, envolvidos numa encenação emocional conduzida pela propaganda do regime, não chegaram para alertar os Portugueses para o que estava então já em marcha: o processo de descolonização.
A descolonização do império português é o capítulo derradeiro e tardio- e disto sofreria as consequências- do fenómeno global de dissolução dos impérios coloniais europeus, que se seguiu à II Guerra Mundial de 1939-1945 e que configura o ciclo descolonizador do século XX.
Os seus antecedentes situam-se nos anos 20, quando estudantes das colónias fundam em Lisboa a Liga Africana e, na tentativa de organizarem a luta anticolonial, entram em contacto com o movimento pan-africanista que W. du Bois fundara nas Caraibas. Mas só depois de 1945, com o sopro de liberdade que a vitória aliada fez chegar a todo o mundo, a luta pela libertação colonial se impôs com toda a dinâmica. Em 26 de Junho de 1945 fora aprovada a Carta das Nações Unidas (ONU), cujo artigo 73º obrigava as potências coloniais a desenvolver nas colónias "sistemas de autogoverno de acordo com as aspirações políticas das populações. Em Outubro seguinte reunia em Manchester, Grã-Bretanha, o V Congresso Pan-Africano, que lançou um apelo e difundiu directivas a todos os povos de África para a luta pela independência. Em Abril de 1955, em Bandung, forma-se o Movimento dos Não Alinhados, que iria ter papel de relevo na coordenação das lutas de libertação. França, Grã-Bretanha, Espanha, Bélgica, com mais ou menos contradições, e de forma nem sempre pacífica, vão reconhecendo o direito à independência das suas colónias e novos países soberanos vão reforçar o Movimento dos Não Alinhados. Em 1963 é criada, em Adis Abeba, a Organização da Unidade Africana (OUA). (...)
Uma análise sistemática demonstra que os processos de descolonização se encadeiam em cinco fases sequenciais, cada uma com as suas especificidades, conforme o território, o povo colonizado e a opção da metrópole colonial.
A primeira é a fase da tomada de consciência. Por norma, é uma elite politizada que assume a iniciativa e se organiza, visando o direito à independência, ideia que depois procura alargar à generalidade do seu povo.
Depois é a fase da luta de libertação. Exclusivamente política ou também armada, conforme o tipo de resposta da potência colonial às reivindicações independentistas.
Segue-se a fase da transferência do Poder. Se a fase anterior atingiu o grau de luta armada, esta comportará negociações de cessar-fogo, o que constitui uma derrota política, ainda que não militar, para a potência colonial.
A seguir é a fase da independência, correspondente à substituição do aparelho colonial pelas estruturas do novo Estado, por vezes marcada por uma luta interna pelo Poder.
Finalmente, a fase da consolidação da identidade nacional. Frequentemente, o novo Estado não corresponde a uma nação e, quando o seu nascimento envolve lutas internas pelo Poder, é difícil a emergência de factores de coesão. (...)
Só que nenhuma das fases é um compartimento estanque, indiferente à forma como se processou a anterior. Pelo contrário, é profundamente condicionada por ela e vai influenciar decisivamente a que se segue. A natureza assumida por cada uma das fases tem uma lógica que radica na anterior. (...)


CONCLUSÃO

O ciclo descolonizador

Tendo como pano de fundo a recusa do regime colonial ao direito à independência, que retardou duas a três décadas a fase de transferência do Poder e gerou o factor "violência", a descolonização das colónias portuguesas processou-se num quadro definido pelos seguintes condicionamentos:

- Fase da tomada de consciência sujeita a repressão policial, conduzida num clima de clandestinidade,

- Radicalização da fase da luta de libertação, que evoluiu para o patamar da luta armada sob a forma de guerra colonial, em très frentes, durante 13 anos;

- Isolamento de Portugal;

- Frágil posição negocial de Portugal na fase de transferência do Poder, consequência de uma rotura política revolucionária e da instabilidade que se seguiu;

- Crise económica resultante do esforço de guerra e do choque petrolífero de 1973;

- Alheamento das forças políticas e da população portuguesa em geral para com a descolonização;

- Aparelho militar debilitado pelos anos de guerra, que as contradições no seio do MFA acentuaram;

- Envolvimento de países africanos vizinhos, com intenções desestabilizadoras e expansionistas, e das suoerpotências, com o objectivo de reforçarem posições geopolíticas.

Fase da tomada de consciência

Apesar de condições tão desfavoráveis como as que este quadro denuncia, Portugal teve, após o 25 de Abril, uma política de descolonização, que acusou a ausência de um planeamento prévio, que o regime colonial inviabilizou. Mas desenvolveu uma estratégia para a tranasferência do Poder, casuística, mas coerente e fiel a princípios fundamentais, que constituiram os grandes objectivos:

- Respeito pelas resoluções da ONU exigindo o reconhecimento do direito à autodeterminação e independência;

- Recusa do puro abandono ou de modelos neocoloniais;

- Preocupação com a defesa dos interesses nacionais.

Fase de luta de libertação

Essa estratégia materializou-se pelo progressivo cumprimento das seguintes tarefas:

- Definição do enquadramento legal e constitucional;

- Negociações de cessar-fogo nas colónias em guerra;

- Legitimação dos interlocutores para as negociações;

- Negociações das transferências do Poder e das modalidades dos períodos de transição;

- Preparação de relações frutuosas de cooperação para o futuro pós-independências.

Fase da transferência do Poder

Esta a estratégia global. Com base nela definiram-se estratégias particulares, de acordo com as especificidades de cada uma das colónias. Ainda que se verificassem pontos comuns, não havia dois territórios em que coincidissem todas as condicionantes, o que permite afirmar que cada colónia era um caso distinto: na Guiné, em Moçambique e em Angola foi necessário negociar o cassar-fogo, em Angola e Timor teve de se contar com vários interlocutores, que viriam a envolver-se em guerras civis; Guiné e Cabo Verde tiveram um negociador comum; Guiné e Moçambique, com um só interlocutor legitimado por via revolucionária, justificaram a directa transferência do Poder; Moçambique e Angola enfrentaram manobras golpistas de minorias brancas; São Tomé, Cabo Verde, Angola e Timor subscreveram o sufrágio eleitoral para uma assembleia constituinte precedendo a independência; Angola e Timor sofreram intervenções estrangeiras armadas.

Fase da independência

Apesar dos condicionalismos, Portugal respeitou os princípios fundamentais e, atento àquelas especificidades, executou as estratégias definidas. Os únicos casos em que os programas foram violentamente interrompidos, impedindo o cumprimento dos seus objectivos, foram aqueles onde se verificaram intervenções estrangeiras armadas- Angola e Timor. A intervenção estrangeira em Moçambique, com os dramáticos resultados que se conhecem, foi posterior à independência, mas não deixou de afectar a imagem da descolonização. As abusivas interferências externas foram, sem dúvida, o grande factor perturbador, responsável pelos desfechos mais negativos da fase de transferência do Poder da descolonização Portuguesa.
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